A injeção intravítrea é a aplicação de medicamentos no interior do olho, na cavidade vítrea, próxima à retina. Essa região é preenchida pelo vítreo, uma substância gelatinosa composta principalmente por água. A técnica permite levar o medicamento diretamente ao local onde ele precisa atuar.

Quando indicados, medicamentos anti-VEGF ajudam a controlar alterações dos vasos sanguíneos da retina, como as que ocorrem na DMRI úmida e em alguns casos de edema macular. Outros medicamentos também podem ser aplicados por essa técnica, conforme a doença e a avaliação do oftalmologista.

A escolha do medicamento e a frequência das aplicações são individualizadas. O procedimento é realizado com anestesia local e cuidados de assepsia, mas, como qualquer intervenção, apresenta riscos. O oftalmologista orientará sobre os benefícios esperados, as limitações e os cuidados após a aplicação.

O que mudou no tratamento da retina?

As terapias intravítreas ampliaram as possibilidades de controlar doenças como a degeneração macular relacionada à idade na forma úmida e preservar a visão. Antes dos medicamentos anti-VEGF, os tratamentos disponíveis tinham limitações importantes. Essa evolução ocorreu ao longo dos anos e não começou com os medicamentos mais recentes.

Eylia 8 mg e Vabysmo: opções diferentes

O Eylia 8 mg contém aflibercepte em uma apresentação de maior dose: não é uma molécula diferente do aflibercepte já utilizado. O Vabysmo contém faricimabe, que atua sobre duas vias relacionadas às alterações dos vasos da retina, VEGF-A e angiopoietina-2.

Ambos possuem indicações para a degeneração macular relacionada à idade na forma úmida e a deficiência visual por edema macular diabético. A escolha depende do diagnóstico, dos exames e da resposta de cada paciente. Em determinados casos, o intervalo entre aplicações pode ser ampliado, mas isso não é garantido para todos nem elimina a necessidade de acompanhamento.

Como outros tratamentos intravítreos, apresentam riscos, incluindo inflamação e infecção ocular, que devem ser discutidos na consulta.

Referências: Bayer — bula do Eylia 8 mg; Roche — bula do Vabysmo.

Referência: National Eye Institute — Injections to Treat Eye Conditions.